Acredito que quando nos equivocamos em argumentos devemos partir para um auto-reconhecimento e uma auto-critica. m minha penultima postagem falei sobre o evento na PUC o qual acontece esta semana. Tirando as criticas que mantenho ainda, devo confessar que hoje não houve o que eu consideraria uma esposição, muito pelo contrario, tivemos uma banca de discussão onde abordamos o tema "Cursinhos populares". Foi muito interessante. Tive a honra de dividir uma cadeira na mesa com o Douglas, responsavel pelo cursinho UNEAfro, e a Sabrina Afonso, coordenadora pedagogica do cursinho popular da PUC.
Num geral o evento me foi meio inesperado, mas ainda lamento o fato de poucos estudades da universidade interessados em conhecer a realidade externa, mantendo-se alienados da realidade.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Preconceitos mil...
O que dizer sobre nosso "querido" deputado federal do partido progressista Jair Bolsonaro?
Bom, ja começa pelo fato de desconhecermos sua existencia, mas após sua dignissima presença no programa CQC, podemos dizer que este será bastante conhecido, não por ser um ótimo político, mas sim por ser um ser extremamente preconceituoso, não somente com homosexuais, como também por ser racista.
Suas falas trazem consigo preconceitos diversos, além de demonstrar-se favoravel a agressão familiar, onde os pais agridem seus filhos por irem contra algum ideal. Como se isto não bastasse, ainda diz que sente falta da ditadura, pois ela trazia o respeito, a ordem e a familia, mas se formos analisar, na ditadura as pessoas tinham receio de se expressar, muita coisa era submetida ao "submundo", pessoas eram presas, outras mortas sem nem saberem o porque, então devemos pensar, estaria correto isto hoje? Um dia após o outro com medo de dizer o que se acredita ou pensa? Acredito com muita fé que provavlmente este blog não existiria mais, e com certeza eu não estaria escrevendo esta postagem. Vamos nos voltar aos preconceitos evidenciados durante a reportagem "O Povo Quer Saber com Jair Bolsonaro.
Seus preconceitos são diversos. O primeiro que se evidencia está numa fala muito forte onde el diz que: "Meu filho nunca seria Gay porque dei uma boa educação para ele e sou um pai presente"; isto quer dizer que as pessoas homosexuais não tem educação? Será que neste ambito, não seria ele quem não teve uma boa educação? Simplesmente ter estudado nos melhores colegios e universidades não garantem a boa educação, se assim o fosse eu estaria considerando a sala de aula o unico ambiente produtor de conhecimento, junto com a familia, e estaria descartando as influencias que podemos ter do convivio social. Como se não bastasse o preconceito homofobico, e não satisfeito com isto, quando a Preta Gil perguntou o que ele faria se seu filho se casasse com uma mulher negra?" sua resposta foi a mais insignificante do que os argumentos anteriores, simplesmente disse que "Como eu ja disse dei uma boa educação para os meus filhos e eles não praticaraiam de tais promiscuidade de um ambiente como é o seu", o que será que ele quiz dizer com isto? Ele quiz dizer que é promiscuo casar com uma negra, ou que porque ela é negra deve morar na periferia ou favela? Esta é mais uma evidencia de extremo preconceito. Será que ele sabe que ela é filha do Gilberto Gil, que foi ministro da cultura( se não me engano)? O que ele pensa que os negros são? Animais?
Enfim, o preconceito está tão evidente no nosso dia a dia e continuam a nos dizer que ele está extinto da nossa sociedade.
domingo, 13 de março de 2011
Roda de bate-papos ou Exposição de talentos?

Estive analisando certos conceitos passados de amigos e muitas outras coisas em consideração.
Neste próximo mês está para acontecer na PUC_SP um evento intitulado "A favela Invade a PUC", onde pertencentes de "comunidades" ou periferias irão mostrar um pouco de suas culturas e realidades. Não gosto muito destes eventos por motivos pessoais, mas que considero muito validos.
Eles são eventos muito louváveis. Levam para membros de uma faculdade particular uma realidade a qual não pertecem e muitos até desconhecem, desacreditando que tais coisas possam acontecer. É um evento rico em pluralidade cultural e expansão de conhecimento cultural e pessoal para a classe alta, ou media alta.
Agora vamos para meus motivos de ser contra algumas mensagens passadas no evento. Não digo que não o considere importante, mas muitas vezes acaba se transformando em uma exposição de "talentos", não digo isto somente pelos que observam, mas também pelos que vão se manifestar. Muitos se sentem na necessidade de expor-se como ex-coitados que venceram na vida, ou tem tentado. Costumo ver pessoas de periferia se justificando como vitoriosos e "puras excessões" de seus ambientes, pois buscam vencer na vida, fazer uma faculdade e arrumar um bom emprego, ao invés de virarem viciados e traficantes ou ladrões. Concordo e admito que realmente são excessões, e não tem como disconsiderar tais fatos, porém, o problema se encontra quando estas pessoas se consideram as unicas. Com certeza assim como existem estas pessoas, existem muitas outras, que muitas vezes pessam da mesma forma.
Muitas vezes estes eventos acabam parecendo uma exposição, assim como aquelas que os adestradores fazem com seus animais: "cãozinho, da cambalhota! Finge de morto", mais ao inves disso temos: " Diga suas experiencias, diga que faz faculdade..". Não gosto destes eventos pois eles levam em consideração não a pessoa que venceu seus problemas, mas a pessoa que VIVE ou VIVEU na favela/periferia. Não levam, por exemplo pessoas que tiveram problemas e conseguiram resolver, mas sim pobres, "favelados" ou periféricos, usuários ou ex-usuários de drogas, negros ou indios.
Como eu disse, não acho ruim que mostrem pessoas que moram em favelas ou periferias, mas nestes momentos uma breve concepção de pessoas se evidencia e passam a ver as pessoas por onde elas moram e não por quem são. Se eu julgar que acho que deveriam descartar a descrição de serem favelados/da periferia, estaria eu evidenciando um preconceito quanto a moradores destes locais, mas ainda acho que poucos dos que se reunem ali vêem o personagem como um vencedor, pessoalmente vejo que se inconformam em aceitar suas realidades, tanto é que uma vez discutindo com um amigo que estuda lá, ele chegou a me dizer que não se conformava com aquele pobre coitado que trabalhava um mês inteiro para comprar alguma coisa e que se meu amigo quisesse teria na hora sem esforço. Logo eu lhe disse que isto se trata de uma externalização que a mídia causa nas pessoas, e não adianta dizer que não somos julgados pelo o que vestimos, pois em muitos lugares a vestimenta é obrigadória e sem ela você não entra, afinal como dizem "a primeira impressão é a que fica!"
Acho que eles aprenderiam muito mais se fosse um evento diferente chamado "A PUC invade a Favela", onde fossem levados os estudantes da PUC para as favelas para eles verem como é a realidade dos locais, como as pessoas vivem. Seria um trabalho de campo como insentivava Dewey( ou era Freinet? sempre confundo!!), mas que com certeza aprenderiam muito mais sobre o mundo em que os cerca. Não digo que eles saberiam como é, pois ainda assim os estudantes teriam muitos privilégios e condições que poucos ali chegarão a ter, até pelo insentivo e oportunidades também, mas tudo teria um outro significado para os estudantes que visitassem.
O problema não está em o que é feito e nem as ideias do que é feito, mas o problema se encontra em como é feito. É mais ou menos como dizem "o fim justifica os meios?"
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Discutindo as verdades..
Tenho pensado muito nas idéias de discussões ideológicas. Percebo hoje o quanto nos ligamos a ideais e como estamos presos uns aos outros de formas que nem nos damos conta. Num geral entra no que Paulo Freire dizia sobre a educação ser um ato político, acredito hoje que todos somos políticos até certos pontos. Defendemos ideologias, ainda que não sejam de outros, mas com certeza outros também as defendem, ainda que jamais tenham ouvido falar de nós, ou saibam que mais alguem às defende.
É como numa guerra: estamos sempre lutando por um lado, seja ele qual for e, por mais heterogênos que sejam os motivos, estamos juntos de alguem que luta pelo mesmo ideal que a gente. Não podemos julgar nosso lado, e nossas intenções, melhores do que as do lado oposto. Cada um se faz justo a partir de determinado ponto de vista, e, pela verdade nunca ser absoluta, podem-se questionar as infinitas verdades pre-existentes.

Um exemplo meio sem nexo, mas que da pra discutir um pouco, é na comparação com o filme "A lenda dos guardiões". Nele uma especie (Tytos) se consideram melhores e puros, consideram-se uma raça superior e procuram dominar os demais. No lado oposto estão as outas raças e especies, que desejam apenas levar suas vidas em paz. Na ideologia defendida pelos "Puros", eles devem acabar, ou vencer as outras raças por serem superiores, na "impuros" eles não possuem grandes ambições. Agora, dizemos que os "impuros são os bonzinhos" e os "puros" os vilões. Mas vamos analizar direito esta história: digamos que os Humanos são os puros, enquanto os demais animais e seres vivos são os impuros. Podemos dizer que os humanos se consideram melhor que os demais animais isso porque possuimos o "dedo opositor" e a capacidade de pensar e raciocinar por algum interesse, alem de conviver em sociedade, entre outras qualidades que fazem questão de destacar.
Agora levemos esta discussão a outro nivel. Nós humanos somos "melhores" do que os demais animais, mas muitas vezes somos tratados piores que eles. Cachorros de "madames" costumam ter mais direitos e ser bem melhor tratados do que humanos moradores de rua. Cobras, lagartos, galinhas e porcos também são. Nós "humanos" nos consideramos melhores do que os demais animais e nos sentimos no direito de escravisá-los. Muitos nós maltratamos e nos sentimos no direito de matá-los, apenas por termos nojo, repúdio, ou qualquer outra coisa do tipo.

Então pergunto: Somos muito diferentes dos vilões dos desenhos? e porquê seriamos?
É como mostra o filme "Ilha das flores", onde faz toda uma explicação de um contexto e mostra como muitas vezes nós somos deixados depois dos animais. E nós ainda acreditamos nas ideologias que dizem que todos temos os mesmos direitos independente de etnia, cultura, classes.

Bom, a verdade é que estamos sempre lutando por uma ideologia, e não podemos culpar os outros por terem opniões diferentes e devemos sempre respeitar a opnião do outro. Como profissionais da educação, entre outros, devemos sempre respeitar a idiossincrasia dos outros e cuidar para que de suas opniões partam para um grande desenvolvimento cognitivo e pessoal. Independentes de profissionais da educação ou não, também devemos cuidar para que as pessoas percebam-se membros do meio e da natureza. Não somos melhores do que nenhum animal ou qualquer ser vivo. SOu adepto da filosofia do "viva e deixe viver" e espero um dia ser capaz de plantar esta semente em muitos corações.
É como numa guerra: estamos sempre lutando por um lado, seja ele qual for e, por mais heterogênos que sejam os motivos, estamos juntos de alguem que luta pelo mesmo ideal que a gente. Não podemos julgar nosso lado, e nossas intenções, melhores do que as do lado oposto. Cada um se faz justo a partir de determinado ponto de vista, e, pela verdade nunca ser absoluta, podem-se questionar as infinitas verdades pre-existentes.
Um exemplo meio sem nexo, mas que da pra discutir um pouco, é na comparação com o filme "A lenda dos guardiões". Nele uma especie (Tytos) se consideram melhores e puros, consideram-se uma raça superior e procuram dominar os demais. No lado oposto estão as outas raças e especies, que desejam apenas levar suas vidas em paz. Na ideologia defendida pelos "Puros", eles devem acabar, ou vencer as outras raças por serem superiores, na "impuros" eles não possuem grandes ambições. Agora, dizemos que os "impuros são os bonzinhos" e os "puros" os vilões. Mas vamos analizar direito esta história: digamos que os Humanos são os puros, enquanto os demais animais e seres vivos são os impuros. Podemos dizer que os humanos se consideram melhor que os demais animais isso porque possuimos o "dedo opositor" e a capacidade de pensar e raciocinar por algum interesse, alem de conviver em sociedade, entre outras qualidades que fazem questão de destacar.
Agora levemos esta discussão a outro nivel. Nós humanos somos "melhores" do que os demais animais, mas muitas vezes somos tratados piores que eles. Cachorros de "madames" costumam ter mais direitos e ser bem melhor tratados do que humanos moradores de rua. Cobras, lagartos, galinhas e porcos também são. Nós "humanos" nos consideramos melhores do que os demais animais e nos sentimos no direito de escravisá-los. Muitos nós maltratamos e nos sentimos no direito de matá-los, apenas por termos nojo, repúdio, ou qualquer outra coisa do tipo.

Então pergunto: Somos muito diferentes dos vilões dos desenhos? e porquê seriamos?
É como mostra o filme "Ilha das flores", onde faz toda uma explicação de um contexto e mostra como muitas vezes nós somos deixados depois dos animais. E nós ainda acreditamos nas ideologias que dizem que todos temos os mesmos direitos independente de etnia, cultura, classes.

Bom, a verdade é que estamos sempre lutando por uma ideologia, e não podemos culpar os outros por terem opniões diferentes e devemos sempre respeitar a opnião do outro. Como profissionais da educação, entre outros, devemos sempre respeitar a idiossincrasia dos outros e cuidar para que de suas opniões partam para um grande desenvolvimento cognitivo e pessoal. Independentes de profissionais da educação ou não, também devemos cuidar para que as pessoas percebam-se membros do meio e da natureza. Não somos melhores do que nenhum animal ou qualquer ser vivo. SOu adepto da filosofia do "viva e deixe viver" e espero um dia ser capaz de plantar esta semente em muitos corações.
domingo, 6 de março de 2011
Um pouquinho de religião...

Hoje mais uma vez me vi posto a grandes dilemas religiosos.
Independente de acreditar ou não, pessoas buscam que tenhamos os mesmos costumes que elas, e que acreditemos nas mesmas coisas que elas. Ouvir "não desiste da Igreja não!" é espantoso e não é nem por pensar o contrário: "será que ela é que não deve desistir de mim?", mas é pela própria ideia de que a Igreja deveria ser algo de maior valor.
Não me julgo ateu, nem mesmo cético. Acredito em Deus, nem teria como não acreditar, fui criado num mundo religioso, onde frequentava a Igreja todos os fins de semana, estudava durante a semana em colégio de padre ou freira onde também era obrigado a rezar e tudo o mais. Acho importante a crença em um ser maior, seja Deus, Jah, Crishina, Alá, Jeová, Oxalá..., afinal, esta rença num ser maior nos ajuda a buscar outras coisas e a acreditar em mudanças. Apenas questiono-me, por ser católico, nas diversas contradições contidas no livro sagrado, coisas como: Se Deus deu-nos o livre harbitrio, por que temos que fazer as coisas baseadas no que a Igreja diz? ele não nos deixou fazermos as nossas escolhas? ou mesmo, se Deus é misericordioso, por que dizem que as coisas ruins que acontecem com a gente são castigos? ou que certas coisas não são de Deus? E não adianta dizerem que isso não são praticas religiosas, pois vejo nas Igrejas grande necessidade de acumulo de riquezas, o que Jesus disse que não tinha intenção. Eu mesmo, fui obrigado a sair de um colégio de padres porque eles tiraram minha bolsa de estudos, e mesmo eu justifiando que não tinha como pagar, alguns deles não demonstraram o menor remorso. Neste momento percebemos que certas coisas da Idade Media permanecem nos dias de hoje, onde a cultura e o melhor conhecimento são para as classes mais altas e mantidas, algumas, pela Igreja.

Estas são algumas coisas que questiono nas religiões em geral, suas tentativas de manipulação Ideológica sobre as pessoas. Dizem que as pessoas não conseguem as coisas por que não estão ligadas em Deus, porque não pagam o dizimo e etc. As próprias atitudes da sociedade está muito submissa às religiões, por exemplo algumas que determinam como devemos nos vestir dentro e fora delas, como devemos agir, etc.
Um filme que mostra muito esta ideia é "O Livro de Eli", adoro o filme e não digo mal. Na verdade acho ele extremamente importante para passar valores, afinal este deveria ser a ideia original da Biblia, a passagem de valores, e não de comportamentos ideológicos e machistas determinantes de nossos atos, ações e fonte de domínio das mentes.
Como eu disse, é muito importante a crença numa coisa, mas precisamos ter discernimento entre o que devemos realmente acreditar e de que forma acreditar. Pessoalmente eu nunca tinha pensado na Biblia como algo tão forte e importante para a vida como pude ver através do filme. Ela é um livro muito valioso e forte.. como seria bom se houvessem outros livros capazes de passar valores como a Bliblia faz, e não para manipular as pessoas, mas para que as pessoas percebessem o quanto é importante acreditar no outro e valorizar a sua existencia.
Isto se aplica a toda a pedagogia.. devemos ser como Jesus, não só por sermos filhos de Deus, mas por acreditar e enxergar o outro, independente de valores eticos, etnicos, sociais, etc, como irmãos e cuidarmos deles como gostariamos de ser cuidados.

Enfim: "Um dia me disseram que as núvens não eram de algodão.."
Engenheiros do Hawaii
sábado, 5 de março de 2011
O sorriso de Monalisa.

Mais uma vez sinto-me na necessidade de causar mais discussão sobre o tema gênero. Desta vez pretendo discutir um pouco sobre a ideia que temos sobre ele...
Muitos acreditamos que está ideia de machismo e feminismo são coisas que a sociedade impóe sobre a gente e que estas ideias são de nossos pais, nossos professores e pessoas mais velhas que nós, porem percebo que estas ideias estão contidas em cada um de nós e não digo por isso que não são fontes de grande investimento da nossa sociedade para a manutenção dos costumes.
Quantas vezes já não dissemos:"Para com isso menina isso não é coisa de mulher" ou até "Fala como homem!".
Como se estas atitudes não bastassem, ainda há coisas mais sutis, mas que demonstram claramente o que pensamos, ainda que inconscientemente, por exemplo pela atitude da mulher de pedir para o homem pedir a informação, para o homem pagar a conta ou mesmo quando ela se sente na necessidade de servir ou preparar a comida para o homem. Estas são atitudes que muitas vezes passam despercebidas, mas que mostram claramente que a distinção de sexos está contida nos nossos habitos.
Quanto a Educação, onde ela fica nesta hostória? Bom,acredito que ela tem grande participação pois como dizia Neidson Rodrigues, a escola é influenciada e influencia o meio, então não podemos culpar a sociedade sozinha por estes devaneios humanisticos.

Em partes os dias de hoje são um pouco diferentes, mas ainda se faz presente esta influencia. O filme "O sorriso de Monalisa" retrata bem este conceito. Conta a historia de uma professora que entra num colegio feminino muito renomado para dar aulas de artes. No desenrolar da história ela descobre como a escola é tradicionalista e que na verdade servia como "um treinamento de boas maneiras para mulheres". A professora meio que se indigna com aquilo, mas percebe que aquelas ideias ficaram tão fortes que mesmo a professora indicando uma direão e uma alternativa, as alunas, em sua maioria acabavam preferindo se casar e desistir de seus sonhos. Pelo contexto percebe-se tambem que o que acontecia não era só opção, era influencia do meio externo também.
Num geral só gostaria que as pessoas percebecem que muitos dos esteriótipos e preconceitos de gênero estão contidos não somente em quem fala, mas muitas vezes em quem ouve. Gostaria que todos se autoavaliassem e percebessem tais atitudes, pois só conseguiremos mudar quando percebermos que existem as diferenças e que muitas delas estão contidas na gente. Enquanto não nos tornarmos críticos e lutarmos contra esta estes atos e visões, não conseguiremos mudar o que há muito está implicito no nosso dia a dia.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Educação é coisa de mulherzinha..

Qual é o papel da Educação?
Chega a ser espantoso como ainda hoje somos submissos à conceitos preconceituosos. Hoje mais uma vez fui submetido a um puro e descarado preconceito, onde ouvi que os berçarios não pegam homens...
Enfim, discute-se tanto a falta de homens no campo da educação, de Homens pedagogos e num geral quando aparecem são discriminados por serem homens... isto porque ainda não coloquei em destaque que muitos dos estagios que aparecem na faculdade são voltados apenas para mulheres e eles colocam até em caixa alta, para destacar sua exigencia, outros colocam isto como pré-requisito..
Agora eu pergunto: Se é assim, então porque há a reclamação da falta de homens na Educação/Pedagogia? também pergunto, vocês acham que estes preconceitos surgem de homens? também não sabia que somente mulheres tem filhos.. qual a participação do homem nisso tudo? Germinar e sustentar($)?
Na verdade muitos destes preconceitos vem das mulheres... será que estas sentem que os homens estão tomando seus lugares? o espaço que adquiriram através do preconceito e do machismo?
O pior, o campo da Educação que deveria lutar e brigar contra estes conceitos se submetem, as vezes inconscientemente, estes conceitos tão tradicionalistas...
Nestes momentos vejo que escolhi o tema correto para minhas pesquisas de especialização, a discussão de generos no campo educacional, onde pretendo entender como se dá o desenvolvimento cognitivos através de instimulos divergentes a partir dos gêneros, e como isto está contido nas brincadeiras. Num geral, acreditei que sofreria discriminação por ser negro, por ter cabelo afro, por pensar além, mas jamais imaginei que seria discriminado por ser homem.

Lembro-me de um livro escrito por Terry Pratchet, da serie Discworld, chamado "Direitos iguais, Rituais iguais", onde ele leva em discussão os ensinamentos de Gêneros. No livro, discute-se o fato de uma menina ter nascido maga e conseguir usar as magias, pois isso era coisa de homem. Apenas para situar, no contexto da série alguns homens eram treinados na Universidade Invisível onde treinava magos, considerados "nobres" na sociedade, e mulheres( algumas) quando tinham habilidades, eram treinadas para ser bruxas. Magia era coisa de mago, mulheres eram feiticeiras, esta era a realidade. Pela menina possuir poderes de mago, havia uma grande discussão durante toda a trama.... enfim não contarei o final, quem tiver interesse leia, vale a pena.

Sabe o que chega a ser até irônico? a maioria das pessoas que estudamos são HOMENS, exemplo Vygotsky, Piaget,Wallon....
Sem mais nada a dizer, educação é coisa de mulherzinha.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Transformando....

No cantinho do céu se desenha um avião
Branco e singelo, visto na imensidão
Pergunto-me o q fazes ali,
quando bem poderia estar aqui..
Fantasio-me em seu interior
De olhos fechados até sinto o fervor
Mas no céu a brisa se faz
Enquanto meu avião se desfaz....
Transformou-se numa bela criança
Vejo os traços sutis de sei coração
Sinto em seis sorrisos aquela esperança
E no olhar sua singela imensidão
Mas novamente sopram os céus
E transformam seu ser....
Crianças são como as nuvens: possuem sonhos e a capacidade de fantasiar;
E nós somos como o vento: Somos o que podemos, mas tentamos transformar.
Dam Reis
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Um breve olhar sobre o amadurecimento feminino...

O que podemos dizer sobre o desenvolvimento do amadurecimento feminino?
Esta semana estive numa entrevista para estágio e ouvi um comentario que me deixou intrigado. Ainda que hajam estudos que comprovam que a mulher amadurece mais rapido do que os homens, considero esta idéia muito antiquada e primitiva, que despreza totalmente a idiossincrasia, generaliza, despreza o contexto socio-historico e cultural das pessoas, além de esteriotipar privilegiando um sexo. A partir deste principio, fiz uma breve analise de possiveis causas desta diferença no tempo de amadurecimento das mulheres. E é possivel que também façam parte das possiveis justificativas para o Homem ser mais racional e a Mulher mais emotiva.
Em primeiro lugar a criação moral familiar e social. Desde cedo as mulheres são ensinadas a se portar de um jeito diferente dos meninos. Preocupações e imposições de regras como: "não senta deste jeito que nem menino, senta direito", "Haja como uma menina", "Não brinca disto, menina tem que brincar de casinha". Desta forma, no sexo feminino desde cedo é imposto um conjunto de regras que lhe causam desequilibrio cognitivo e emocional, o que a ajudaria a desenvolver mais do que a meninos. Garotos ainda são educados para serem bons trabalhadores, enquanto a maioria das mulheres ainda é treinada para ser uma excelente dona de casa.
Em segundo a preocupação com a estética. São desenvolvidas tantas formalidades para o sexo feminino que chega a ser praticamente uma camisa-de-força. Enquanto os homens mal se preocupam com o que vestem, as mulheres, pelo contrario, se preocupam com o que vestem, como se vestem, pra quem se vestem, se a maquiagem combina com a vestimenta, se a maquiagem combina com a iluminação e se tudo ta combinando com o cabelo. Não sei como não ficam loucas com tantas coisas para se preocupar de uma vez só. O pior é que nunca se arrumam para si, estão sempre preocupadas com o que os outros(as) vão pensar e achar. Se preocupam com a gordura( mas até ai o homem também), se preocupam com a sobransselha, com o batom, com as estrias e selulites. Enfim, são tantas preocupações estéticas que assombra e o que é pior, a sociedade inteira tem em sua essência esta ideologia.
Em terceiro a sexualidade. Homens possuem poucas preocupações. Quando notam que estão amadurecendo e o corpo tomando forma sentem-se normalmente orgulhosos( com certo desequilibrio também, mas são um pouco mais sutis). Já as mulheres, tem muitas preocupações. Quando começam a despertar o interesse pelo sexo masculino, está tão implicito na genesis da criação, que elas se sentem culpadas muitas vezes ao dar o primeiro beijo. São diversas as preocupações de com quem, onde, por que, com quantos... num geral se preocupam com tantas coisas que garotos não se preocupam que chega a ser até desonesto o inicio de uma relação. São poucos os garotos que se preocupam com alguma destas coisas. Isto porque em sua grande maioria, homens são treinados para ser "garanhões" e meninas para ser "donas de casa".
Em quarto está a virgindade. Alguém ja conheceu um garoto preocupado em com quem, onde e como perdeu a virgindade? Ou mesmo um pai que brigou com seu filho homem por ter perdido a virgindade? Num geral homens são educados para ser a "maquina reprodutora da humanidade", enquanto as mulheres a se conservar, ou ficar difamada pela sociedade como vagabunda, puta etc. A sociedade sempre impõe mais responsabilidades sobre as mulheres, o que é justificavel, pois se dão tanta liberdade para o homem, alguem precisa tomar o controle da situação. Neste caso se justifica mais uma vez que a responsabilidade e regras são impostas no sexo feminino. As mulheres devem se preocupar não somente com quem, e não somente consigo mesma, mas com quantas meninas o cara "pegou", se ele tem ou não doenças e se está ou não previnida, porque as consequencias viriam principalmente para ela.
Em quinto e sem dúvidas o mais forte de todos, até os 11 anos aproximadamente a vida do sexo feminino é quase igual a do masculino, mas nesta idade acontece uma coisa que a muda totalmente. A menstruação! Eu nem faço ideia de como seja( ja nasci homem), mas acredito que seja uma mudança estrondoza sobre o mundo da mulher. Ver sange saindo de si todos os meses, as dores que vem junto, a preocupação com as mudanças do corpo, a ideia de que a partir de então pode gerar outra vida, a pressão dos pais.. enfim, toda a realidade em que estava acostumada se transforma. O desequilibrio causado por este acontecimento é um forte objeto de conhecimento e desenvolvimento.

Enfim são varios os influenciadores que incidem sobre o maior desenvolvimento do sexo feminino, isto porque eu não citei o aparecimento de pelos pelo corpo o que acontece em ambos os sexos, porém as mulheres são ensinadas a retira-los por completo em sua maioria.
Partindo destes principios, vemos que seguindo conceitos de Piaget e poderiamos ligar a Vygotsky principalmente e Wallon, os cinco pontos são objetos de conhecimento que desenvolvem o sexo feminino, partindo da acomodação que ela tinha desde o bojo de seu nascimento, vem sofrendo desequilibrios maiores que os do sexo masculino, e elas vão assimilando esta ideologia e a acomodam tornando-as parte de suas vidas. De um jeito ou de outro, estas ideologias são sendo e ficam influenciadas no afetivo emocional durante o desenvolvimento como diria Wallon. Isto não seria possivel se não houvesse a forte influencia da Sociedade subjugada a estas ideologias, e o contato com esta sociedade e suas ideias, vão formando o conhecimento e desenvolvimento do cognitivo, o que nos remete a Vygotsky.
Num geral, a partir dos fatos apontados, este amadurecimento maior do sexo feminino nada mais é do que resultado de uma pratica da ideologia tradicionalista e machista da sociedade e do ser humano, onde os homens possuem menos responsabilidades e preocupações do que a mulher.

Agora eu pergunto:
O desenvolvimento feminino ser mais rapido do que o masculino é uma questão somente genética ou também é resultado de ideologias e esteriótipos da sociedade?
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